Simples Assim


A Culinária dos livros de Jorge Amado

 livro
Um dos pontos altos de qualquer livro do baiano Jorge Amado sempre foi a descrição que ele fazia dos jantares e almoços fartos que seus míticos personagens participavam. As aulas de culinária de Dona Flor, as delícias que Gabriela preparava para Nacib, as comidas de santo de Jubiabá. Tudo isso foi compilado numa publicação pela filha do escritor, Paloma Amado.
A vontade que dá é de viajar para Salvador e Ilhéus para peregrinar nos lugares descritos e comer cada uma das coisas mencionadas. Pena que isso é quase impossível. A não ser que você ganhe na loteria e passe de Master Chef a Milio Chef de um dia para o outro…
Paloma também já lançou livros similares, como As Frutas de Jorge Amado, O Livro de Cozinha de Pedro Archanjo, As Merendas de Dona Flor, tudo baseado nos livros do pai, uma homenagem e ao mesmo tempo, um desdobramento da mania que o pai tinha de se referir a alimentação em quase todos os seus livros.
Cerimônia especial para o anuncio das comemorações do Ano Jorge Amado e lançamento da programação comemorativa aos 25 anos da Fundação Casa de Jorge Amado. Na foto: Paloma Amado, filha de Jorge Amado Fotos: Mateus Pereira/Secom
Cerimônia especial para o anuncio das comemorações do Ano Jorge Amado e lançamento da programação comemorativa aos 25 anos da Fundação Casa de Jorge Amado.
Na foto: Paloma Amado, filha de Jorge Amado
Fotos: Mateus Pereira/Secom
Na Cozinha dos Livros de Jorge Amado, ela oferece a receita de cada uma das delícias, de uma maneira extremamente clara. Bom para leigos e para culinaristas que não têm muita experiência em comida baiana. O método utilizado é o Panelinha, receitas que funcionam.
Acarajé, vatapá, bolinhos de estudante (conhecidos popularmente como punhetinhas na Bahia e na literatura de Jorge), além da tradicional feijoada baiana, da moqueca e do beiju de tapioca. Dá pra levar um pedacinho da Bahia para dentro de casa!
Além das receitas, há diversas citações dos livros onde estas comidas aparecem, além de algumas crônicas da própria Paloma (que herdou com graça um pouco do talento do pai e da mãe, Zélia Gattai , também autora de diversos livros). Uma delícia de leitura, eu duvido que alguém consiga ler sem se arriscar em uma ou outra receitinha do livro.
E para saciar um pouco a  vontade de experimentar uma dessas delícias, segue a receita do Bolinho de Estudante.Ainda dá tempo de fazer para acompanhar o café da tarde.
(reprodução foxplay Brasil)
(reprodução foxplay Brasil)

Bolinho de Estudante

Ingredientes:
– 2 xícaras de chá de tapioca granulada;
– 1 xícara de chá de coco fresco ralado;
– 1/2 colher de chá de sal;
– 1 1/2 xícara de açúcar;
– 2 xícaras de chá de água morna;
– 1 colher de sopa de canela;
– manteiga para untar as mãos.

Como fazer:

  • Bata no liquidificador por quatro minutos o coco fresco ralado com a água morna.
  • Em uma tigela ,coloque o líquido de coco, o açúcar, o sal e misture
  • Acrescente a tapioca granulada e deixe hidratar até ficar macia e em ponto para fazer os bolinhos. Deixe, mais ou menos,  20 minutos para a massa atingir o ponto de enrolar.
  • Unte as mãos com manteiga e enrole os bolinhos
  • Frite em óleo fervente e escorra no papel toalha
  • Passe no açúcar misturado com canela
Fica uma delícia servido com café.

  1. Lylia, tenho paixão por livros de culinária, acredito que tenha mais de 60 deles, fico fascinada pela capa, pelas fotos e claro, pelas receitas…esse aí já namorei, mas ainda tô resistindo, acho ele um luxo!Estou programando ir a Salvador em setembro, quero conhecer pelo menos um dos lugares citados!Já ouvi falar muiiito desse bolinho, mas nunca tinha lido a receita, vou fazer, adorei!!
    Bjo

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Lylia Diogenes

Jornalista, blogueira, mãe, esposa, filha, sogra, amiga, irmã. Leitora voraz, curiosa, destemida, alegre, sensível, apaixonada pela vida, por animais, por viagens, por comidas gostosas, por boas bebidas, frio, silêncio, natureza, paz. Assim sou eu, do jeitinho que me vejo. Múltipla na unidade e acreditando, sempre, que o melhor está por vir.

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” O cozinheiro é um artista que vê no ingrediente uma tela em branco.Nos temperos as tintas e então com sua alma criativa mescla textura, formas e sabores, fazendo do prato de comida a mais pura obra de arte.”

Marina de Carvalho Mendes

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