Simples Assim


Um, dois, feijão com arroz – ” Com seu tempero fica muito mais gostoso”

Às vezes a alegria se esconde em uma pequena caixinha.Como a que eu recebi da Camil. Com a proposta de participarmos de um concurso cultural, a empresa enviou 490 g de feijão pré-cozido em uma embalagem à vácuo, para os participantes do Segundo Encontro Gourmet  A ideia é executar uma receita e concorrer a diferentes categorias. Naquele instante minha imaginação viajou. e voltei aos meus cinco anos de idade. Uma viagem à infância que me trouxe lindas recordações.

Morava em Recife com meus pais e mais duas irmãs. Década de 60. Anos dourados.Não imaginava toda a efervescência à minha volta , mas vivia no meu “mundo dourado”, cercada de muito amor, alegria, amigos e comidas gostosas, pois minha mãe era uma excelente cozinheira.
Meu dia se dividia entre a escola, os deveres de casa, as brincadeiras com os amigos do prédio e os programas de TV. Como ” As Aventuras de Rin-Tin-Tin”, uma série famosa naquela época, que fazia parte do meu happy hour. Sim, a  minha hora feliz .Vou explicar por que.

Chegava da escola com muita fome, mas o almoço só poderia ser servido quando meu pai chegasse do trabalho. Sim, naquela época o almoço em família era algo sagrado.

Era ou não era gordinha? Aqui foi bem antes dos cinco anos., não encontrei uma foto dessa época

Gordinha como era – aliás, como sempre fui – era difícil esperar tanto tempo. O que fazer? Mas, um “anjo” – minha fiel babá de muitos anos, a Dedé –  resolvia esse problema. Ela logo providenciava algo gostoso para mim. E o que ela fazia? Colocava arroz quentinho em um prato,  uma porção generosa de um delicioso feijão e uma colher de manteiga por cima…. E, eu , de frente para a TV, me divertindo com “Rin Tin Tin” e me deliciando com aquele feijão que nunca mais me saiu da memória. O feijão mais gostoso e perfumado que já comi. Era ou não era para ser a minha happy hour”?

E, para voltar àqueles tempos tentei reproduzir , com o feijão Camil, a receita que a Dedé fazia para mim e, com ele, ser criança novamente. Ele ficou tão gostoso que, como criança gulosa , ” raspei o prato”.

Obrigada, Camil, por me levar de volta a uma época tão feliz da minha vida e me lembrar, mais uma vez, que as melhores coisas da vida são as Simples Assim. Como um bom arroz com feijão.

Temperos reservados
Feijão Simples Assim
Você vai precisar:

  • 1 caixinha de feijão pré-cozido Camil de 490 g
  • 1 cebola
  • 5 dentes de alho ( gosto de muito alho )
  • 1 pedaço de bacon ( cerca de 100 g)
  • 1 folha de louro
  • Óleo
  • Manteiga de garrafa
  • Sal à gosto
  •  Pimenta Branca moída à gosto
  • 1 xícara de queijo coalho em pedaços ( como eu não tinha, usei muçarela)
Como fazer:

  • Em uma panela coloque o bacon cortado em quatro pedaços  e deixe soltar a gordura.
  • Quem gostar, pode colocar em pedacinhos e deixar no feijão. Eu coloco em pedaços grandes por que depois retiro, evitando, assim, a ingestão de mais calorias.
    Refogando a cebola com o alho e o bacon
  • Junte as cebolas picadas e o alho amassado.
  •  Mexa até dourar.
Juntando o feijão
  • Acrescente o  feijão com 1/2 xícara de água.
  • Acrescente a folha de louro, o sal, e a pimenta e os pedaços do bacon.
  • Tampe a panela e deixe o caldo engrossar.
  • Lembre-se que o feijão está cozido e não precisa ficar muito tempo no fogo.
  • Quando estiver bom, apague a panela e acrescente três colheres de manteiga de garrafa .
  • Se não tiver, coloque 2 colheres (sopa) de manteiga
  • Retire, então, o bacon e o louro.
  • Acrescente o queijo
  • Sirva com arroz branco bem soltinho.
  • Eu servi um arroz com pedacinhos de linguiça
Qual das duas paisagens é a mais bonita?

  1. Lilya minha querida, estou aqui com lágrimas nos olhos (de verdade!) lendo sua estória. Essa coisa da memória afetiva relacionada a algum prato é tão gostoso. Precisamos mesmo acessar mais vezes essa recordações, pois são as que nos fazem bem. Saudade gostosa faz bem pra alma.
    Linda recordação, belíssima participação. Parabéns querida.
    Boa sorte e beijão

  2. Lilya minha querida, estou aqui com lágrimas nos olhos (de verdade!) lendo sua estória. Essa coisa da memória afetiva relacionada a algum prato é tão gostoso. Precisamos mesmo acessar mais vezes essa recordações, pois são as que nos fazem bem. Saudade gostosa faz bem pra alma.
    Linda recordação, belíssima participação. Parabéns querida.
    Boa sorte e beijão

  3. Adorei sua estoria de infância . Tudo era bem simples e éramos tão felizes! O clima era de tanto respeito pela família. Precisávamos de tão pouco para sermos felizes. As casas cheiravam a bolo assando, o que até hoje para mim significa "lar". O respeito pelo patriarca, pelos horários, pela professora, pelos colegas.
    Saudades …

  4. Queridos RIcardo, Tânia, Selene, Sandra, Cíntia, Helô, Rachel, Fabíola, Vânia, Raquel, Anônimo, Andressa, Ana, Yves, Patrícia, Andrea, Fê, Cláudia, Maria Célia, Liliana, Allan, Sileni, Cris, Rosinha, Rita, Paula e mamãe,
    Fazer essa postagem me fez muito feliz. Lembrou-me da minha infância, de bons tempos, além de comer um feijão muito gostoso.Mas o melhor de tudo foram os comentários carinhosos de vocês que muito me emocionaram.Muito obrigada! Até minha mãe, que ainda não tinha comentado aqui, deixou umas palavras bem carinhosas.
    Assim é a vida, feita desses momentos simples assim e muito especiais.
    Bj em cada um de vocês,
    Lylia

  5. Demorei, mas cheguei no sua participação maravilhosa. Não poderia combinar melhor com a proposta do seu blog. Pratos simples são sempre os que têm as melhores lembranças.
    Também tenho uma história vinculada ao feijão e vem de uma avó que nem conheci, pois faleceu antes que eu nascesse. Bem inusitada, por sinal. Aliás, ela era de Recife, assim como vários familiares.
    Beijos! 😉

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Lylia Diogenes

Jornalista, blogueira, mãe, esposa, filha, sogra, amiga, irmã. Leitora voraz, curiosa, destemida, alegre, sensível, apaixonada pela vida, por animais, por viagens, por comidas gostosas, por boas bebidas, frio, silêncio, natureza, paz. Assim sou eu, do jeitinho que me vejo. Múltipla na unidade e acreditando, sempre, que o melhor está por vir.

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” O cozinheiro é um artista que vê no ingrediente uma tela em branco.Nos temperos as tintas e então com sua alma criativa mescla textura, formas e sabores, fazendo do prato de comida a mais pura obra de arte.”

Marina de Carvalho Mendes

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